Home
Sobre Antonio Miranda
Currículo Lattes
Grupo Renovación
Cuatro Tablas
Terra Brasilis
Em Destaque
Textos en Español
Xulio Formoso
Livro de Visitas
Colaboradores
Links Temáticos
Indique esta página
Sobre Antonio Miranda
 
 


 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

ANTÔNIO TEMÓTEO DOS ANJOS SOBRINHO

( BRASIL - BAHIA )

 

Nasceu em 18 de janeiro de 1940, Piatã, Bahia.
Poeta, professor universitário, advogado, procurador.
Membro da Associação Nacional de Escritores - ANE; do Instituto Histórico e Geográfico do Distrito Federal; da Academia de Trovadores do Distrito Federal; da Academia de Letras do Brasil; do Sindicato dos Escritores do Distrito Federal; da Academia Internacional de Cultura — AIC; da
Academia de Letras e Música do Brasil — ALMUB;
Comendas: Cidadão do Estado do Rio de Janeiro - 1988; do Mérito Santos Dumont — Ministério da Aeronáutica — 1989; do Mérito da Alvorada — Governo do DF, 1912; do Mérito da Sociedade Brasileira de Direito Aeroespacial — RJ, 2000; do Mérito Cultural — Distrito Federal, 2001; Cidadão Honorário de Brasília, 2004; Prêmio Destaque Cultural 2010, conferido pela Biblioteca Nacional de Brasília.
Obras
: Da Travessura ao Travesseiro, 2000; Pentagrama (em parceria), 2001; Insônia Vadia, 2001; No Pó do Cerrado na Voz das Cigarras, 2001; Comentários às Normas do FAC-DF, 2007; Em Canto de Quadras — 1250 Trovas em edição.

 


SONETOS DE BOLSO: antología poética / Jarbas Junior e João Carlos Taveira organizadores.   Brasília: Thesaurus, 2013.  200 p.  No. 10 943

Exemplar da biblioteca de Antonio Miranda

 

 

10 VERDADES INCONVENIENTES

MIGRANDO

Entre mulheres casadas
aquela desabafou:
descobri que estou cansada
e que o meu tesão migrou.

Não estou interessada
no sexo que se acabou,
minha vida está mudada,
o defunto se mudou.

Agora a cama não fede,
à noite ninguém me pede,
não dou e a ninguém recorro.

Bom mesmo é não me iludir
e toda noite dormir
no quarto com meu cachorro.


RECOMEÇO

Eu recomeço na melhor idade,
inteira estou mas, meu cabelo argenta,
para escapar dos brancos dos cinquenta
vivo testando mil tonalidades.

Vivi, sofri, lutei com intensidade,
chorei, ganhei o pão que me sustenta,
tive meus filhos, fui mulher birrenta
e do que quis fazer nem fiz metade.


MULHER DO LAR

Como causa inveja a mulher do lar,
tem um carro novo, casa arrumada,
uma família, filhos, a empregada,
as bolsas e os cartões para gastar.

Mulher que não precisa nem provar
o seu valor e nunca é comparada
às que trabalham, vivem na enxurrada
da vil competição, do celular.

Toda mulher tem sua fantasia:
ser a mulher do lar por uns seis dias,
cuidada, bem malhada e sempre pronta,

com o homem trabalhando o dia inteiro,
um provedor que chega e sai ligeiro
deixando os cheques para pagar as contas.


MULHER EXIGENTE

Hoje as mulheres são muito exigentes,
só igualdades, conquistas legais,
esperam atitudes depen1dentes
e querem ter poder cada vez mais.

Projetam homens calmos, diferentes,
atenciosos, gravatas lilás,
mas, também fortes, com o suficiente,
para pagar as contas sazonais.

Na cama ordenam: Não faça barulho,
peque o óleo, beije... deixe de orgulho,
não pare agora que eu vou gozar.

E estão bem certas que todo serviço
na cama é do homem, dele é o compromisso,
e não se esforçam mais para agradar.

 

       
        A INIMIGA

       
Mulher tem muito mais que um inimigo:
         A fome decorrente da pobreza,
         o nódulo redondo como um figo,
         as roupas, os produtos de beleza.

         Pode também correr maior perigo
         com o coração sofrido de tristeza,
         de mal de amor, da aleivosia do amigo
         que agasta o sentimento e a natureza.

         De todos os percalços, dissabores,
         dos males todos, de todos os horrores,
         há inimizade que não quer

         encarar e depois bater de frente,
         alguém que mesmo morta é concorrente,
         adversa e hostil. A fera é outra mulher.



   
     MATURIDADE

         
Me surpreendo muto co´a maturidade
          que faz dela a mulher mais que encantada,
          a voz bem firme, a postura sem vaidade,
          o vivo olhar e a palavra equilibrada.

          Essa mulher bela assume a sua idade...
          não usa peças curtas, blusa colada,
          nem as louras mechas de inseguridade
          nos apliques de mocinha disfarçada.

          É aquela mulher que passa dos quarenta
          e não quer mesmo vinte, não se esquenta
          co´a moda imposta, as viagens das amigas.

          A mulher que se respeita pra valer,
          que adora a vida e quer envelhecer
          entre suas rosas... longe das urtigas.



         
DUAS NA ORQUESTRA

        
No amor tenro não mais se acredita,
          há fortes ligações fora do lar,
          a outra tem patente militar.
          tem posições, tem vez na mídia e apita.

          Hoje a matriz já não reflete... hesita,
          quer ter prazer e quer ser filial,
          pois quer também ser a mulher fatal,
          com a liberdade, que em seu peito habita.

         Assim, o perfil das duas é parecido,
         as duas têm nas camas o marido
         que faz chamego em suas carnes desnudas.

         Nele  se agarram competentemente,
         as duas na orquestra do mesmo regente
         e ninguém sabe quem á mais sortuda.


*
VEJA e LEIA outros poetas em nosso Portal de Poesia:
Veja e leia outros poetas da BAHIA em nosso Portal:
Página publicada em dezembro de 2025.

 

 

 
 
 
Home Poetas de A a Z Indique este site Sobre A. Miranda Contato
counter create hit
Envie mensagem a webmaster@antoniomiranda.com.br sobre este site da Web.
Copyright © 2004 Antonio Miranda
 
Click aqui Click aqui Click aqui Click aqui Click aqui Click aqui Click aqui Click aqui Click aqui Click aqui Home Contato Página de música Click aqui para pesquisar